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Hilda Hilst

A escritora transgressora e genial, que dedicou a vida a explorar os limites da linguagem, do sagrado e do profano.

Hilda Hilst foi uma poeta, ficcionista e dramaturga paulista, uma das vozes mais radicais e originais da literatura brasileira. Herdeira de uma fortuna familiar, ela tomou uma decisão incomum para sua época: abandonou a vida social de São Paulo e se recolheu em sua chácara perto de Campinas, a "Casa do Sol", que se tornou seu refúgio e laboratório literário por quase 40 anos. Ali, ela se dedicou de corpo e alma a uma busca literária incessante.


A obra de Hilda Hilst é intensa e desafiadora. Ela se recusava a ser contida por gêneros ou convenções, transitando entre a poesia lírica, a ficção filosófica e a dramaturgia. Seus temas centrais são a busca por Deus, a finitude do corpo, a loucura, a fragmentação do eu e a natureza do amor e do desejo. No final de sua carreira, ela deliberadamente escreveu um conjunto de obras pornográficas como forma de protesto e para alcançar um público maior, chocando a sociedade e reafirmando sua posição como uma autora que nunca fez concessões.


Principais obras:


  • A Obscena Senhora D: Uma de suas novelas mais famosas e impactantes. A obra é um monólogo fragmentado de uma mulher de 60 anos, Hillé, que decide viver em um vão de escada, abandonando tudo para se dedicar a uma busca radical por Deus e pelo sentido da existência. Através de um fluxo de pensamento febril e provocador, o texto explora a relação entre o corpo, a escatologia e o sagrado, questionando os limites entre a sanidade e a loucura.


  • Fluxo-Poema: Este livro, de 1970, é um marco em sua produção poética e um exemplo de sua fase mais experimental. Como o título sugere, o texto é um fluxo contínuo e torrencial de linguagem, que quebra as barreiras da sintaxe e da lógica para expressar uma profunda angústia existencial. É uma poesia visceral que tenta capturar o desespero, a busca pelo absoluto e a fragmentação do ser em um mundo sem respostas.


  • O Caderno Rosa de Lory Lamby: Parte de sua famosa "trilogia obscena", este livro foi escrito com a intenção declarada de chocar e vender. A obra se apresenta como o diário de uma menina de oito anos, Lory Lamby, que narra suas experiências sexuais de forma explícita e desbocada. Por trás da provocação, Hilda Hilst usa a pornografia como uma ferramenta para criticar a hipocrisia social, a repressão dos desejos e a mercantilização da literatura, em um texto que é ao mesmo tempo cômico e profundamente subversivo.

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